De acordo com o teólogo o lugar de onde se vê a realidade configura o modo de olhar o mundo em seus processos socioeconômicos, culturais, religiosos e políticos. “Queremos olhar uma e outra vez o mundo para optar por uma convivência intercultural capaz de gerar alternativas de vida no presente: hoje, aqui e agora”, disse. “Olhar o mundo para oferecer, com respeito e desprendimento, nossa plenitude”, acrescentou.
Sobre os modos de ver a realidade, Cerviño disse que há olhares “compassivos ou que julgam, misericordiosos ou denunciadores, profundos ou superficiais, frios ou quentes, complacentes ou desrespeitosos”. Acentuou, no entanto, que é preciso olhar o mundo com o olhar de Jesus.
“Jesus desenvolve uma capacidade especial de sensibilidade para captar a realidade e posicionar-se diante dela”, observou. “Uma maneira de olhar em que sobressai o pequeno, insignificante ou escondido: uma viúva pobre, algumas crianças que são rejeitadas, um jovem rico de si mesmo”, acrescentou.
Cerviño destacou ainda o caráter religioso que marca o continente americano. Para ele não se trata tanto de uma realidade secularizada
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